O lançamento acontece a partir das 14h, na Senzala do Barro Preto, no Curuzu, durante a cerimônia de encerramento do projeto Música e Educação. O evento é gratuito e aberto ao público.
Publicado pelo Instituto da Mulher Negra Mãe Hilda Jitolu, o livro registra a produção musical do primeiro bloco afro do Brasil, destacando a música como memória, resistência e expressão da identidade negra.
A programação inclui apresentação de Val Benvindo e falas do presidente do Ilê Aiyê, Antônio Carlos Vovô, do pró-reitor de Extensão e Cultura da UFRB, Danillo Barata, e da diretora-executiva do instituto e organizadora da obra, Valéria Lima.
Também participam Catarina Lima, responsável pela pesquisa das músicas, e as autoras Arany Santana e Lindinalva Barbosa.
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Um dos destaques do evento será a presença de compositores que fizeram parte da história do Ilê Aiyê. Eles poderão compartilhar memórias, contar histórias sobre as canções e entoar trechos de músicas que marcaram época. O encerramento da programação será com show da Band’Erê, banda mirim do bloco.
Organizado por Valéria Lima, com pesquisa de Catarina Lima, o livro reúne composições de diferentes autores e autoras e preserva um patrimônio cultural transmitido por meio da música, da palavra e da ancestralidade. A obra também reforça a valorização da cultura negra e do legado coletivo do Ilê Aiyê.
Além do registro histórico, a publicação contribui para a aplicação da Lei 10.639/2003, que trata do ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas. Segundo Valéria Lima, o livro pode servir como material de apoio para educadores de todo o país.
“As letras de música do Ilê contam a história do povo negro do Brasil e da África. É uma ferramenta de estudo e uma homenagem aos compositores que cantam essa história há mais de 50 anos”, afirma.
Para o presidente do Ilê Aiyê, Antônio Carlos Vovô, as músicas do bloco cumprem um papel educativo.
“É por meio da música e da poesia que trabalhamos o resgate da autoestima do povo negro, especialmente da mulher negra”, diz.
O livro integra o projeto Música e Educação, desenvolvido pelo Ilê Aiyê, pelo Instituto da Mulher Negra Mãe Hilda Jitolu, pelo Olodum e pela Casa da Ponte – Orquestra Afrosinfônica, em parceria com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e com apoio do Ministério da Educação. A iniciativa marcou a retomada das atividades da Escola Mãe Hilda, que estavam suspensas desde a pandemia da Covid-19.
SERVIÇO
- Lançamento do Livro Cantos de Ancestralidade – Antologia Musical do Ilê Aiyê
- Local: Senzala do Barro Preto
- Quando: terça-feira (07), apartir das 14h
Cantos do Ilê Aiyê viram livro que será lançado nesta terça-feira em Salvador
por Redação 2JN
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