Analista de sistemas denuncia ter sido agredido; torturado e roubado dentro da sede de torcida organizada Bamor em Salvador

Homem afirma que ficou cerca de quatro horas sob agressões após ser chamado para prestar esclarecimentos sobre suspeitas de fraude em sistema desenvolvido para a torcida organizada. Polícia Civil investiga o caso.
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Um analista de sistemas denunciou à Polícia Civil ter sido vítima de agressões, tortura, extorsão e roubo dentro da sede da torcida organizada Bamor, no bairro de Nazaré, em Salvador, no último sábado (18).

Em nota, a Polícia Civil informou que a 1ª Delegacia Territorial (DT/Barris) apura a denúncia de agressão física e roubo.

Por meio de nota, a Bamor informou o desligamento do analista do quadro associativo e que a decisão foi tomada “após a constatação de condutas incompatíveis com os princípios que norteiam a instituição, envolvendo graves irregularidades relacionadas ao proveito por meio de fraude no sistema de sócio, fatos que motivaram a adoção imediata das medidas cabíveis pela diretoria.”

“Reafirmamos que não compactuamos com qualquer prática ilícita que viole a ética, a transparência, a honestidade e a confiança depositada em nossos representantes e componentes. Seguiremos firmes na defesa dos nossos valores, preservando a integridade da instituição e adotando todas as providências rigorosas sempre que situações dessa natureza forem identificadas”.

Em relação à denúncia do analista de agressão e roubo, a torcida organizada não se pronunciou.

Segundo informações obtidas pela reportagem da TV Bahia, a confusão começou após a identificação de um suposto esquema de fraude envolvendo um sistema utilizado pela torcida para gestão financeira e comercialização de produtos.

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A plataforma foi desenvolvida há cerca de um ano pelo analista, que presta serviços na área de tecnologia. Conforme o relato apresentado à polícia, um integrante da própria Bamor já havia sido apontado internamente como responsável por movimentações consideradas irregulares no sistema e teria sido, inclusive, quem indicou o profissional para desenvolver a ferramenta.

A partir dessa ligação, dirigentes da torcida passaram a suspeitar que o analista também teria participação nas supostas irregularidades. Ele nega qualquer envolvimento e afirma que apenas desenvolveu o sistema contratado pela entidade.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, o analista foi chamado para comparecer à sede da torcida para prestar esclarecimentos sobre suspeitas de fraude que teriam causado um prejuízo inicial estimado em R$ 3 mil.

Em depoimento, ele afirmou que negou participação nas irregularidades, mas confirmou ter compartilhado a senha de acesso ao sistema com outro integrante da organização para a realização de atividades de rotina.

Segundo o registro policial, a reunião evoluiu para uma sequência de agressões que teria durado aproximadamente quatro horas. O analista relatou que foi espancado com socos, chutes e objetos, entre eles um taco de golfe e um alicate, na tentativa de obrigá-lo a confessar participação na fraude, o que ele nega.

A vítima também afirmou ter sido submetida a outras formas de violência, incluindo asfixia com um saco plástico e um episódio de afogamento simulado, com o uso de um pano e água sobre o rosto.

De acordo com o boletim de ocorrência, durante o período em que permaneceu na sede da torcida, os envolvidos teriam acessado seu telefone celular, visualizado conversas particulares, copiado imagens pessoais da esposa e da filha e acessado aplicativos bancários.

Segundo o registro, foram realizadas transferências que somam R$ 5.578,18. Ainda conforme a denúncia, um veículo do analista foi revistado pelos envolvidos e a chave de outro automóvel da vítima teria permanecido em posse do presidente da torcida.

O homem afirmou que, ao final do episódio, foi liberado para deixar o local. Ele relatou ter sofrido lesões no rosto, joelhos, cotovelos, tornozelos e costas.

No boletim de ocorrência, o analista informou ainda ter apresentado documentos, registros bancários e outros elementos que, segundo ele, demonstram que não teve participação nas supostas fraudes investigadas internamente pela torcida organizada.

Analista de sistemas denuncia ter sido agredido, torturado e roubado dentro da sede de torcida organizada Bamor em Salvador






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por Redação 2JN – g1 ba






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