Eleições 2024

Quadro Opinião: Avaliação do governo Caetano no primeiro ano de gestão por Miro Baía

Acreditamos na continuidade do diálogo e na construção de uma Camaçari mais justa, plural e culturalmente ativa, com maior espaço para o artista local.
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A campanha eleitoral de 2024 em Camaçari foi marcada por intensa mobilização política e engajamento social. Participei ativamente, junto ao meu grupo Projeto Tocar Itinerante, de toda a caminhada que levou à vitória de @Caetano e @Ivoneide, enfrentando adversidades comuns a processos eleitorais intensos: instabilidade financeira, desemprego, divergências partidárias, rupturas pessoais e o desgaste natural das disputas políticas. Ainda assim, mantivemo-nos firmes em caminhadas, comícios e ações como o Diga Aí Camaçari, movidos pela expectativa de contribuir para a reestruturação do município.

O pleito teve peso histórico ao ser decidido em dois turnos. A vitória de Caetano, sob o lema “Vamos Virar Essa Chave”, consolidou uma ampla frente política e gerou um sentimento coletivo de esperança entre apoiadores e aliados, inclusive após alianças com antigos adversários. A expectativa comum era de participação ativa no processo de mudança prometido — expectativa que, em parte, ainda se mantém.

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Ao longo de 2024, a gestão anunciou e iniciou compromissos de campanha relevantes, como a renovação da frota de ônibus, a implantação de novas UPAs — a exemplo da unidade prevista para Vila de Abrantes — e outras ações voltadas à recuperação da dignidade dos serviços públicos. Do ponto de vista da comunicação governamental, essas promessas cumpridas reforçaram a narrativa de retomada administrativa.

Sempre estive alinhado ao ideal político defendido por Caetano, especialmente no campo do ativismo cultural. No entanto, ao mesmo tempo em que reconheço avanços institucionais, registro a frustração pela ausência de uma política cultural mais estruturada e inclusiva para os artistas locais. A expectativa de integração efetiva do setor cultural à nova gestão ainda não se concretizou plenamente.

O Projeto Tocar Itinerante, o qual foi passado para Caetano, seguiu rigorosamente as orientações recebidas durante e após a campanha, contribuindo em atividades públicas como caminhadas, encontros e eventos comemorativos, a exemplo do Dia do Trabalhador e das celebrações da Independência da Bahia no bairro Dois de Julho, incluindo o evento Feijão do #Avança2DeJulho. Apesar do apoio operacional da coordenação de eventos, até o momento não houve retorno financeiro referente às apresentações realizadas — um ponto sensível quando se discute valorização profissional no setor cultural.

Futuro e esperança

Em 2026, o sentimento predominante ainda é o de expectativa. Acreditamos na continuidade do diálogo e na construção de uma Camaçari mais justa, plural e culturalmente ativa, com maior espaço para o artista local. O Projeto Tocar Itinerante, de caráter social, busca apoio para ampliar sua atuação, oferecendo cursos gratuitos a comunidades em situação de vulnerabilidade.

Que a gestão @Caetano avance não apenas na infraestrutura e nos serviços essenciais, mas também no sociativismo cultural, reconhecendo a cultura como eixo estratégico de desenvolvimento e inclusão social.

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por Redação 2JN






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