Vereador Bolsonarista do União Brasil de SC apresenta PL para restringir migração de nordestinos ao Sul: “Vai virar um favelão”

PL inconstitucional apresentado por Mateus Batista prevê que novos moradores tenham de comprovar residência em até 14 dias após a mudança
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O vereador Bolsonarista Mateus Batista (União Brasil), de Joinville (SC), provocou forte polêmica ao defender um projeto de lei que pretende restringir a chegada de migrantes do Norte e do Nordeste ao município. Ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), o parlamentar afirmou nas redes sociais que, sem controle migratório, “Santa Catarina vai virar um grande favelão”.

A proposta apresentada por Batista prevê que novos moradores tenham de comprovar residência em até 14 dias após a mudança, sob pena de não poderem permanecer legalmente em Joinville. Segundo ele, a medida se justifica pelo pacto federativo, que, em sua visão, sobrecarregaria Santa Catarina:

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“Enquanto Brasília suga nossos impostos e devolve menos da metade, estados mal administrados como o Pará empurram sua população pra cá. O resultado? Congestionamentos, serviços públicos sobrecarregados e aumento da desordem social”, escreveu no Instagram.

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Críticas a estados do Norte e Nordeste
Durante sessão da Câmara de Vereadores, em 25 de agosto, Batista atacou diretamente o Pará, dizendo que o estado seria um “lixo” e que 57% da população de Belém viveria em favelas. Para ele, a chegada de migrantes vindos de regiões “mal geridas” estaria pressionando os serviços públicos de Joinville e agravando problemas sociais.

O vereador também disse se inspirar em “modelos internacionais como o da Alemanha”, defendendo que sua proposta serviria para “quebrar um pacto federativo injusto”. O parlamentar recebeu apoio do deputado federal Kim Kataguiri (União-SP), um dos líderes do MBL.

Repercussão e acusações de xenofobia
As falas de Batista repercutiram amplamente nas redes sociais e foram alvo de críticas de políticos, lideranças e internautas, que o acusaram de xenofobia e preconceito regional. Parlamentares de diferentes partidos ressaltaram que o discurso discrimina nortistas e nordestinos e reforçaram a necessidade de combater práticas que atentem contra a liberdade de circulação garantida pela Constituição Federal.






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por Redação Revista Fórum

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