O anúncio ocorre no último dia do prazo para as convenções partidárias, após semanas de negociações frustradas com partidos do Centrão, que declararam neutralidade um a um, empurrando o candidato para uma chapa “puro-sangue” dentro do próprio PL.
A decisão de última hora é o desfecho de semanas de negociações que não foram a lugar nenhum. União Brasil, PP, Republicanos e Podemos recusaram aliança com Flávio Bolsonaro e declararam neutralidade na disputa presidencial, um após o outro, esvaziando as principais apostas da campanha para a vaga de vice.
Durante a coletiva de imprensa na qual anunciou seu candidato a vice, Flávio Bolsonaro agradeceu a outros nomes que eram cotados para a vaga, mas que não entraram para sua chapa por conta da falta de acordo entre os partidos. Foi o caso da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que estava presente no anúncio.
Ao anunciar Alfredo Gaspar como seu vice, Flávio Bolsonaro disse que o deputado é uma pessoa que ele “aprendeu a admirar”. Recentemente, Gaspar foi alvo de uma notícia-crime protocolada na Polícia Federal (PF) que o acusa de estupro de vulnerável.
“É uma pessoa que aprendi a admirar pela coragem, honestidade, história na segurança pública, foi promotor de justiça, alguém que enfrentou e defendeu nossos aposentados na CPMI do INSS, pediu a prisão do Lulinha, representa o Nordeste de fato, por que vamos levar prosperidade ao Nordeste”. declarou.
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Já Alfredo Gaspar agradeceu a Flávio pela escolha, prometendo lealdade.
Estupro de vulnerável
Alfredo Gaspar é acusado de estupro de vulnerável em uma notícia-crime protocolada em 27 de março de 2026 na Polícia Federal pelos parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS). Segundo o documento, o deputado teria cometido o crime contra uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado, e pago R$ 400 mil para impedir que o caso fosse denunciado. Gaspar nega as acusações, afirma que a mulher apontada como sua filha seria, na verdade, filha de um primo.
Pouco tempo de TV
Com a escolha, Flávio Bolsonaro disputará a presidência contando apenas com o tempo de propaganda eleitoral e os recursos partidários de sua própria sigla. A ausência de PP e Republicanos na coligação, partidos que em 2022 ampliaram significativamente o tempo de TV e rádio da campanha de Jair Bolsonaro, representa uma desvantagem concreta no horário eleitoral gratuito, instrumento ainda relevante para candidaturas que precisam ampliar reconhecimento nacional.
por Redação Revista Forum
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