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Fifa culpa governo Trump por vistos negados na Copa do Mundo

Gianni Infantino lamenta veto a árbitro somali e integrantes da delegação do Irã
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A poucas horas da abertura da Copa do Mundo de 2026, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, abordou temas que têm gerado debates nos bastidores da competição, como a concessão de vistos, o preço dos ingressos e os protestos programados para o México. Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira, 10, no Estádio Azteca, na Cidade do México, o dirigente destacou que algumas questões extrapolam a esfera de atuação da entidade.

A principal polêmica envolve a negativa dos Estados Unidos em conceder vistos ao árbitro somali Omar Artan e a integrantes da comissão técnica da seleção do Irã. Questionado sobre a situação, Infantino ressaltou que a Fifa não possui autoridade para interferir em decisões governamentais.

“Tentamos encontrar soluções, mas devemos respeitar que não somos os reis do mundo que podem impor sua vontade a governos e forças policiais; somos uma organização esportiva”, afirmou. “É lamentável o que aconteceu com Omar, o árbitro da Somália. Mas, novamente, não controlamos tudo”, acrescentou.

A situação ocorre em meio ao endurecimento das políticas migratórias do governo do presidente Donald Trump. A Somália está entre os países afetados por restrições de entrada em território americano, enquanto parte da delegação iraniana também teve o acesso negado.

Apesar disso, o representante do governo norte-americano para a Copa do Mundo, Andrew Giuliani, garantiu que atletas e membros da comissão técnica da seleção iraniana receberam autorização para participar da competição. Segundo ele, apenas alguns integrantes da delegação tiveram os pedidos recusados por motivos considerados de segurança.

Durante a coletiva, Infantino também comentou as críticas relacionadas aos valores dos ingressos. Alguns bilhetes para partidas do Mundial chegaram a ser comercializados por até US$ 30 mil (cerca de R$ 155 mil), mas o dirigente defendeu a política de preços adotada pela entidade.

“Permitam-me dizer que nosso ingresso de entrada, de US$ 60 [R$ 310], é o mais barato entre todos os esportes americanos em fases de playoff”, declarou. “Nosso preço médio, abaixo de US$ 500 [R$ 2.587], também é o mais baixo dos esportes americanos em média”, completou.

Abertura histórica no Azteca

A Copa do Mundo de 2026 será aberta nesta quinta-feira, 11, no Estádio Azteca, palco do confronto entre México e África do Sul. O tradicional estádio mexicano entrará para a história como o primeiro a receber três partidas inaugurais de Mundiais.

Ao destacar a importância do local, Infantino classificou o Azteca como uma verdadeira referência do futebol mundial.

“É o estádio onde Pelé e Diego Maradona ganharam a Copa do Mundo; é o estádio onde foi disputado o jogo do século, onde a Itália venceu a Alemanha na semifinal de 1970”, afirmou.

Esta edição também marca um momento inédito para a competição. Pela primeira vez, o torneio será organizado por três países — México, Estados Unidos e Canadá — e contará com 48 seleções participantes. Ao todo, serão disputadas 104 partidas ao longo de quase um mês e meio.

Infantino fez questão de agradecer aos governos envolvidos na realização do evento, direcionando um agradecimento especial ao presidente dos Estados Unidos. “sem seu compromisso e seu envolvimento (…) teria sido impossível”, declarou ao citar Donald Trump.

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Protestos preocupam organização

Além das questões envolvendo vistos e ingressos, manifestações populares têm gerado atenção das autoridades mexicanas nos dias que antecedem a abertura do Mundial.

Professores em greve tentaram se aproximar do Estádio Azteca nos últimos dias, mas foram impedidos por barreiras policiais. O grupo também ameaçou realizar bloqueios em pontos estratégicos da Cidade do México, incluindo o aeroporto internacional.

Outros movimentos sociais, como familiares de desaparecidos, camponeses, transportadores e representantes das vítimas do caso Ayotzinapa, também anunciaram atos para os próximos dias.

Mesmo diante desse cenário, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, demonstrou confiança na realização do evento sem maiores transtornos. “está tudo sob controle”, afirmou a mandatária, que garantiu ainda: “Vai ser possível chegar ao estádio e teremos uma excelente abertura”.

Messi confirma presença na Copa

Enquanto os organizadores lidam com questões extracampo, uma notícia tranquilizou torcedores ao redor do mundo. Lionel Messi está recuperado da lesão que gerou preocupação nas últimas semanas e estará apto para disputar a Copa do Mundo.

O camisa 10 da Argentina voltou a atuar no amistoso contra a Islândia, último compromisso da equipe antes da estreia no torneio. Mesmo jogando apenas 20 minutos, o craque marcou um gol de pênalti e participou da jogada que resultou no terceiro gol argentino na vitória por 3 a 0. Valentín Barco abriu o placar e Thiago Almada completou a goleada.

O gol teve significado especial para Messi. Em sua 199ª partida pela seleção argentina, ele chegou a 117 gols com a camisa da Albiceleste, ampliando sua condição de maior artilheiro da história do país. Aos 38 anos, 11 meses e 18 dias, tornou-se também o jogador mais velho a balançar as redes pela seleção argentina.

Na estreia da equipe na Copa, diante da Argélia, marcada para o dia 16 de junho, Messi poderá alcançar mais uma marca histórica: disputar sua sexta Copa do Mundo. O feito também será alcançado por Cristiano Ronaldo e pelo goleiro mexicano Guillermo Ochoa.

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por Redação 2JN – atarde






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