Segundo relatos de integrantes do governo, Lula afirmou que cabe ao presidente indicar um nome para o Supremo, enquanto ao Senado compete aprovar ou rejeitar. A sinalização foi interpretada, nos bastidores, como uma tentativa de evitar o agravamento da crise política após a derrota inédita. Apesar disso, não está descartada a possibilidade de Lula retaliar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, apontado como o responsável pela derrota de Messias, com demissões de nomes indicados por ele.
Uma das principais reações do presidente foi justamente convocar uma reunião no Palácio da Alvorada com ministros e parlamentares aliados para compreender as razões da derrota e avaliar os próximos passos. O encontro, que durou mais de uma hora, reuniu além de Messias nomes como Jaques Wagner, líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues, líder do PT na Casa, e os ministros Sidônio Palmeira (Secom), José Guimarães (Relações Institucionais) e José Múcio (Defesa).
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Derrota histórica no Senado
Por 42 votos contrários e 34 favoráveis, o plenário do Senado rejeitou a indicação de Messias, que precisava de ao menos 41 votos para ser aprovado. Trata-se de um fato histórico: é a primeira vez, desde 1894, que o Senado barra um indicado presidencial ao STF.
A votação secreta no plenário contrastou com o resultado anterior na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde Messias havia sido aprovado por 16 votos a 11, após uma longa sabatina. Apesar de ter buscado apoio junto a senadores, o advogado-geral da União não conseguiu consolidar maioria suficiente.
Nos bastidores, a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi apontada por aliados do governo como razão para a rejeição de Messias. Ele teria articulado votos contra o indicado de Lula.
Reação do governo e próximos passos
O ministro da Secretaria de Comunicação (Secom), Sidônio Palmeira, afirmou que Lula recebeu o resultado com tranquilidade e considera o episódio parte do processo democrático. Segundo ele, não há ruptura na relação com o Senado.
Já Jorge Messias adotou um tom sereno após a derrota. Ele agradeceu os votos recebidos e declarou que “há dias de vitórias e dias de derrotas”, ressaltando que respeita a decisão soberana do plenário.
Com a rejeição, a indicação foi oficialmente arquivada, e caberá a Lula escolher um novo nome para a vaga aberta no STF, decorrente da saída de Luís Roberto Barroso. A expectativa no governo é que o presidente aguarde o ambiente político arrefecer antes de encaminhar uma nova indicação.
A reação de Lula à decisão do Senado de rejeitar Messias para o STF
por Redação 2JN – revistaforum
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