Segundo as investigações, o grupo mantinha uma estrutura organizada para o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e circulação de armas, além de impor regras e punições por meio de um “tribunal do crime”.
A denúncia foi apresentada na segunda-feira (14) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco Sul), como desdobramento da “Operação Costa Limpa”.
De acordo com o MP-BA, a organização era chefiada por José Venâncio Farias dos Santos, conhecido como “Cadu” ou “Du Love”. O grupo teria uma divisão de tarefas entre integrantes responsáveis pelo comando, distribuição de drogas, arrecadação e movimentação de dinheiro, transporte de armas e armazenamento de entorpecentes.
As investigações apontam ainda que a violência fazia parte do funcionamento da organização. O grupo teria usado ameaças e um sistema próprio de punições para manter a disciplina entre os integrantes e intimidar rivais.
Entre as práticas atribuídas à organização estão o controle de territórios, a distribuição de drogas por meio de entregas e negociações para compra de armas, incluindo fuzis e outros armamentos de alto poder ofensivo.
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Como funcionava o grupo
Segundo a denúncia, a organização era dividida em diferentes núcleos, com funções específicas:
- José Venâncio Farias dos Santos, o “Cadu” ou “Du Love”, é apontado como chefe;
- Já Thierry Santos Sena, Ivanildo Sousa Rocha Neto, Felipe Silva do Nascimento, Everton Valiense Xavier e Almir Gabriel Santos Cabral integrariam o núcleo operacional.
Eles são acusados de atuar na distribuição de drogas, entregas, arrecadação de dinheiro, transporte de armas e outras atividades logísticas.
O núcleo financeiro seria formado:
- Francelino Juneo Pereira Ramos;
- Sérgio Tadeu Félix Lombardo;
- Rafaela de Jesus dos Santos;
- Ana Rodrigues dos Santos Neta;
- Bruno Santos Costa.
Conforme o MP-BA, eles seriam responsáveis por arrecadar, movimentar e ocultar dinheiro obtido com o tráfico.
Maiane da Conceição Profeta e Caliane Silva Santos são apontadas como integrantes do núcleo de apoio. Segundo a denúncia, elas teriam participado da distribuição e do armazenamento de drogas e da manutenção da estrutura usada pelo grupo.
Investigação
A apuração foi realizada pelo Gaeco Sul em conjunto com a 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Eunápolis.
Entre os materiais analisados estão relatórios de inteligência, dados financeiros, informações extraídas de celulares, movimentações bancárias e registros relacionados ao tráfico de drogas e à negociação de armas.
Segundo o MP-BA, as informações reunidas indicam que a organização mantinha uma estrutura permanente para armazenar e distribuir drogas, movimentar dinheiro e transportar armamentos.
Os 13 denunciados responderão, de acordo com a participação atribuída a cada um, por crimes como organização criminosa ultraviolenta, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e favorecimento ao domínio social estruturado. A denúncia ainda será analisada pela Justiça.
por Redação 2JN
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