Justiça determina interdição de Igreja no Centro Histórico de Itaparica após risco de desabamento

Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), a Justiça atendeu a pedidos apresentados em uma ação movida pelo órgão contra o município e a Arquidiocese de São Salvador devido ao estado de conservação precário da capela.
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A Justiça determinou, em caráter liminar, a imediata interdição da Capela Nossa Senhora da Piedade, localizada no centro histórico de Itaparica, após laudos técnicos apontarem que o prédio histórico apresenta riscos de desabamento. As informações foram divulgadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que moveu uma ação contra o município e a Arquidiocese de São Salvador devido ao estado de conservação precário em que a capela se encontra.

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Ainda conforme o MP-BA, inspeções técnicas realizadas pela Central de Apoio Técnico (Ceat) do órgão e pelo Núcleo de Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural (Nudephac), constataram que a capela apresenta:

  • desvio na estrutura das paredes laterais, dabos;
  • danos severos no coro e no mezanino;
  • infiltrações;
  • ataque de cupins;
  • e deterioração generalizada.

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Após a ação movida pelo MP-BA, a Justiça determinou que, em um prazo de 15 dias, a Arquidiocese e o município devem realizar medidas de escoramento das paredes laterais do imóvel, vedação provisória da cobertura, limpeza geral do interior e a descupinização emergencial da estrutura.

A igreja foi originalmente construída em 1854, reconstruída em 1923 e é um bem de propriedade da Igreja Católica Apostólica Romana e Patrimônio Histórico e Cultural do Município de Itaparica.

Conforme as promotoras de Justiça Ítala Maria Braga e Eduvirges Ribeiro Tavares, as duas partes responsáveis pela capela tinham conhecimento do estado de deterioração, mas não realizaram a proteção e conservação do equipamento.

A reportagem entrou em contato com a Arquidiocese de Salvador, que aguarda uma resposta da Comissão de Bens Culturais da Igreja, setor responsável pela gestão dos bens históricos da entidade.

As promotoras também pediram à Justiça que determinasse o acionamento dos órgãos competentes pelo projeto de restauração Capela Nossa Senhora da Piedade e que o processo fosse executado pelos responsáveis.






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por Redação 2JN – g1 Ba






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