

Homem de 55 anos recebe primeiro transplante de osso e cartilagem feito pelo SUS na Bahia
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O paciente Pedro Rios é de Itaberaba, cidade localizada na Região da Chapada Diamantina. Ele sofreu um acidente de moto grave a caminho do trabalho e teve aproximadamente 1/4 da articulação do joelho comprometida, sendo necessário um enxerto.
Segundo o médico ortopedista Matheus Azi, responsável pelo procedimento, essa é uma cirurgia complexa devido à necessidade do transplante não só do osso, como também da cartilagem.
“Sem dúvida, a maior complexidade do procedimento é conseguir um doador anatomicamente compatível, que tenha as mesmas dimensões do joelho do paciente transplantado”, explicou o ortopedista.
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O tecido que foi implantado veio do Banco de Tecidos do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro. O material saiu da capital fluminense nesta segunda-feira e chegou no Hospital Ortopédico da Bahia às 12h30.
Por conta do sigilo médico, não há informações sobre a identidade do doador, nem sobre as circunstâncias da doação do material.
Os bancos de tecidos são estruturas especializadas no processamento e armazenamento de tecidos doados, fornecendo tecidos de alta qualidade técnica e seguros para transplante/ enxerto. Há bancos de tecidos oculares, musculoesqueléticos, cardiovasculares e de peles.
A cirurgia começou às 14h e chegou ao fim às 17h40. Logo após a operação, o paciente seguiu direto para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, em até três dias, deve ser transferido para um leito comum. Ele vai começar a reabilitação ainda no hospital, com previsão de alta médica em 10 ou 15 dias.
Ainda segundo o médico Matheus Azi, a expectativa é de que o homem volte a andar normalmente após a cirurgia. Ele terá acesso à fisioterapia, que também é oferecida na unidade.
“Há uma fila grande de pacientes aguardando o transplante. A gente tem mais oito casos, só ósseos, já mapeados e aguardando, que a gente deve começar [a operar] a partir do próximo mês”, destacou o ortopedista. Para ele, a cirurgia realizada nesta segunda representou um marco “extremamente importante” no tratamento da população.
Fachada do Hospital Ortopédico do Estado da Bahia — Foto: Feijão Almeida/GovBA
por Redação g1 ba
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