A Conferência esclareceu que “não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral”. A entidade ainda declarou que “repudia a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar”.
A CNBB ainda acrescenta que não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura, e que suas manifestações sobre as eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência.
“Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição e não contribui para a serenidade e a responsabilidade que devem caracterizar o processo eleitoral. A mentira não se combate com outra mentira”, conclui a nota.
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Jorge Messias se solidariza com a CNBB
Após as acusações de Flávio Bolsonaro, o Advogado-geral da União, Jorge Messias, publicou uma nota em solidariedade à CNBB. Na nota, Messias afirma que expressa sua “total solidariedade à CNBB diante dos ataques e agressões que injustamente vem sofrendo por parte do candidato Flávio Bolsonaro”.
“Movido pelo amor maior de Jesus Cristo, que nos une como irmãos, repudio igualmente a mentira utilizada como instrumento de conveniência política e eleitoral. Defendo um Estado que assegure a liberdade religiosa de todos, sem legislar sobre a fé de ninguém, sem impor crenças e sem impedir que cada pessoa viva e proclame livremente suas convicções”, afirmou o advogado-geral.
Messias também afirmou que a base do Estado laico “pressupõe a convivência respeitosa de todas as crenças religiosas” e que reconhece o “papel decisivo a favor da construção de uma sociedade democrática em nosso país” desempenhado pela CNBB.
Nota de Solidariedade à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
Movido pela convicção de que a base do Estado laico, adotada por nossa Constituição, pressupõe a convivência respeitosa de todas as crenças religiosas, manifesto meu reconhecimento da elevada missão desempenhada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) junto à comunidade católica, em termos pastorais, assim como seu papel decisivo na favor da construção de uma sociedade democrática em nosso país.
Nesse sentido, expresso minha total solidariedade à CNBB, diante dos ataques e agressões que injustamente vem sofrendo por parte do candidato Flávio Bolsonaro.
Movido pelo amor maior de Jesus Cristo, que nos une como irmãos, repudio igualmente a mentira utilizada como instrumento de conveniência política e eleitoral.
Defendo um Estado que assegure a liberdade religiosa de todos, sem legislar sobre a fé de ninguém, sem impor crenças e sem impedir que cada pessoa viva e proclame livremente suas convicções.
Jesus nos deixou um mandamento claro: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Marcos 12:31), uma exortação que alcança homens e mulheres que professem quaisquer credos ou religiões. A fé genuína convence pelo testemunho, pelo amor e pela coerência — nunca pela imposição.
Como cristão, procuro obedecer ao chamado de Jesus: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28:19). Tenho alegria em anunciar o Evangelho, mas, como evangélico, respeito profundamente aqueles que professam uma fé diferente da minha.
Deus espera de nós um amor que liberta: um amor dirigido a Jesus acima de todas as coisas, nascido espontaneamente no coração. Como está escrito: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração” (Mateus 22:37). Trata-se de uma escolha livre, não de coerção — uma liberdade que pertence a todos.
Jorge Messias
— Jorge Messias (@jorgemessiasagu) September 27, 2026
por Redação 2JN – revista forum
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