

Descoberta feita por estudante de 17 anos leva à identificação de sítio arqueológico inédito no interior da Bahia
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| Descoberta feita por estudante de 17 anos leva à identificação de sítio arqueológico inédito no interior da Bahia — Foto: Arquivo Pessoal |
“Foi muito gratificante ter contribuído para o projeto. Consegui mostrar as coisas boas que tem em Xique-Xique. Me sinto muito feliz por ter ajudado a fazer esse registro. A partir de agora, o sítio vai ter o devido reconhecimento e o devido valor”, disse o estudante ao g1.
“Quero entrar na universidade e cursar Agronomia. A ciência e a pesquisa abrem portas para a vida. Queria muito que outros jovens aproveitassem a oportunidade de participar desse tipo de projeto.”
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| Projeto Assuruá chegou ao local em abril deste ano esperando encontrar apenas as pinturas mencionadas pelo estudante. — Foto: IF Baiano |
“É uma região onde a gente desconhecia a existência de sítios arqueológicos, tanto pelo cadastro nacional quanto pela nossa experiência. A gente também não imaginava que naquela serra de baixa altitude havia uma nascente de água. Esses povos habitavam onde tinham água e alimento. Foi uma surpresa.”
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| Pinturas rupestres encontradas no sítio arqueológico — Foto: IF Baiano |
“É um local muito bonito, diferente. É uma espécie de oásis. Xique-Xique está no semiárido baiano e, além do Rio São Francisco, não temos grandes córregos de água. Encontrar uma nascente com água cristalina e pinturas rupestres que a gente desconhecia foi realmente muito emocionante.”
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| Estudante do IF Baiano leva à descoberta de sítio arqueológico inédito em Xique-Xique — Foto: IF Baiano |
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| Polidor encontrado pelo grupo — Foto: IF Baiano |
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“Com essa cerâmica, a gente pode conseguir estimar quais eram os povos que habitavam a região e qual era a tradição deles.”
“A gente ainda não consegue dizer qual povo habitava o sítio. Será preciso aprofundar os estudos, até porque houve uma sucessão de povos na região ao longo de centenas ou milhares de anos.”
“É um sítio bem completo: tem pinturas, polidor e cerâmicas. Tudo isso em um espaço que não passa de um quilômetro.”
“A catalogação e o registro fotográfico já garantem um estudo inicial sobre a caracterização do sítio para que outros profissionais também possam pesquisá-lo.”Ele também destacou o envolvimento da população local na preservação da área.
“É muito interessante perceber que a população tem valorizado e conservado o local. Se as pessoas desconhecem a importância de um sítio arqueológico, acabam não preservando. Ele talvez não seja espetacular do ponto de vista arqueológico, mas é um sítio completo e está mobilizando a população da cidade. Várias pessoas param a gente na rua ou comentam nas redes sociais.”
por Redação 2JN
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