E foi o próprio presidente estadunidense que telefonou para Gianni Infantino, presidente da Fifa, para “pedir” a revisão do cartão vermelho aplicado ao atacante Balogun. A suspensão foi revertida pela entidade, provocando péssima repercussão e críticas sobre a influência política nas decisões esportivas.
A Federação Belga de Futebol afirmou estar “estarrecida” com a decisão da Fifa. Balogun havia recebido cartão vermelho direto aos 64 minutos da vitória dos EUA sobre a Bósnia e Herzegovina.
Depois da intervenção do VAR, o árbitro brasileiro Raphael Claus revisou o lance no monitor e expulsou o atacante por pisar no tornozelo de Tarik Muharemović.
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Pelas regras, a punição teria como consequência suspensão automática para o próximo jogo. Porém, a Fifa resolveu suspender a decisão um dia antes do duelo contra a Bélgica.
A Federação Belga emitiu um comunicado oficial argumentando que a decisão contraria o próprio Código Disciplinar da Fifa, além do regulamento da Copa do Mundo de 2026.
O artigo 66.4 do Código Disciplinar estabelece que um cartão vermelho causa, automaticamente, suspensão para a partida seguinte. O mesmo princípio aparece no artigo 10.5 do regulamento do Mundial, além de ter sido reforçado em uma circular enviada a todas as federações participantes antes do início do torneio.
“A Federação Real Belga de Futebol está surpresa com a decisão da Fifa de declarar o jogador dos Estados Unidos Folarin Balogun apto para disputar a partida. Para proteger os direitos de todas as seleções participantes e preservar os princípios do fair play, estamos avaliando todas as medidas possíveis”, detacou a entidade.
5 de julho igual ao 1º de abril
O técnico da seleção da Bélgica, Rudi Garcia, criticou duramente a Fifa. Ele expressou sua indignação com a decisão, afirmando que a entidade tomou uma decisão “nunca antes” vista na história do torneio. O treinador ressaltou que sua posição defende a ética e a história do futebol, e não apenas sua seleção.
“Eu não sabia que 5 de julho era igual 1º de abril na Fifa. É necessário lembrar sobre nosso comunicado. Muito do que sinto está lá. Não estamos defendendo a seleção ou a confederação (da Bélgica), nós estamos defendendo o futebol, sua ética e história. É a primeira vez na história da Copa do Mundo que uma decisão como essa é tomada”, declarou o técnico.
Agradecimento
Donald Trump usou as redes sociais para agradece, publicamente, à Fifa pela decisão. Ele festejou a liberação do jogador e definiu a medida como a correção de uma “grande injustiça”.
A indignação da Bélgica após Fifa liberar jogador expulso por ordem de Trump
por Redação 2JN
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