PL dá prazo para Flávio Bolsonaro se explicar sobre Vorcaro e escândalos que virão; Tarcísio puxa debandada de aliados

Flávio Bolsonaro tornou-se figura tóxica no cenário eleitoral e já contamina negociações nos Estados da cúpula do PL, que abriu prazo para o senador tentar manter a pré-candidatura. Michelle e mais dois nomes entram no radar.
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Após reiteradas mentiras sobre sua relação com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terá 15 dias para dar explicações convincentes sobre sua relação com o dono do Banco Master e sobre escândalos que devem surgir nos próximos dias – com atenção especial para o caso Refit/Ricardo Magro, que já tragou o ex-governador do Rio, Cláudio Castro (PL-RJ). Em paralelo, o senador tenta conter a debandada de aliados que, a exemplo de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), já buscam se descolar da figura tóxica que virou o filho “01” de Jair Bolsonaro (PL).

O prazo, de duas semanas, teria sido comunicado a Flávio Bolsonaro por caciques do PL, incluindo Valdemar da Costa Neto. Após nota protocolar emitida no dia 13 de maio, após a revelação do áudio da conversa do senador com Vorcaro, o partido e Costa Neto se afastaram de Flávio Bolsonaro para tentar sustentar as coligações nos Estados e, assim, impedir uma implosão do plano de manter a maior bancada na Câmara Federal em 2027.

Costa Neto participou da reunião em que Flávio tentou se explicar a parlamentares nesta terça-feira (19). Mas a nova revelação, de que o senador encontrou com Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro, que cumpria prisão domiciliar, aumentou a fervura sobre o pré-candidato e a cobrança de lideranças partidárias nos Estados.

Parte da cúpula do PL já citam três nomes como possíveis substitutos. Rival do enteado, Michelle Bolsonaro (PL) é uma das mais citadas, com o argumento de que só ela pode conter a debandada do eleitorado evangélico. Como a Fórum antecipou, a intenção de votos a Flávio Bolsonaro entre evangélicos derreteu 15 pontos em dois meses, segundo a pesquisa Atlas Bloomberg, e acelerou diante do envolvimento dele com o escândalo Master.

Outro nome ventilado é da senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristian (PP-MS), “vice dos sonhos” de Flávio Bolsonaro e com trânsito forte entre ruralistas. O impasse se dá na questão partidária, que daria poder ao Progressistas, partido de Ciro Nogueira, o “amigo da vida” de Vorcaro.

Um terceiro nome busca solução caseira com Rogerio Marinho (PL-RN), atual coordenador da pré-campanha de Flávio, que traria trânsito no Nordeste.

No entanto, tanto Marinho quanto Tereza Cristian podem virar alvo do próprio clã Bolsonaro, que lutam para manter um nome na cabeça de chapa para evitar sair totalmente do cenário político, abrindo espaço para o que classificam como “direita sem Bolsonaro”.

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Debandada
Nos partidos do Centrão, a ordem é evitar a toxicidade eleitoral exalada por Flávio Bolsonaro. A debandada é puxada por Tarcísio de Freitas, que até a unção de Flávio Bolsonaro à pré-candidatura presidencial, era tido como pré-candidato da terceira via, para unir o bolsonarismo – sem Bolsonaro – ao Centrão, Faria Lima e mídia liberal.

Após cumprir agenda com Flávio Bolsonaro na Agrishow, em Ribeirão Preto, Tarcísio desapareceu do radar do pré-candidato após a revelação do áudio com Vorcaro.

No último sábado (16), Tarcísio alegou “gripe” para não aparecer, ao lado de Flávio, no lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado, que ocorreu em Campinas.

Tarcísio, no entanto, manteve agenda e publicações nas redes sociais, onde sequer cita Flávio Bolsonaro. O governador paulista também não estará na agenda, a partir desta quarta-feira (20), em que o senador tentará se explicar à Faria Lima e a empresários paulistas. Para isso, inventou uma agenda em Bauru, no interior do Estado.

A orientação partiu também do partido, o Republicanos. Braço político de Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), a sigla busca se distanciar estrategicamente de Flávio Bolsonaro, antevendo que o desgaste pode tirar o pré-candidato da disputa presidencial.

No PSD, de Gilberto Kassab, a ordem agora é não só se afastar, como já começar a mirar Flávio Bolsonaro, já que a relação com Vorcaro é vista como insustentável.

Nesta terça-feira (19), Ronaldo Caiado, pré-candidato da sigla, mandou o recado.

“Ganhar a eleição do Lula, nós ganharemos. Mas o que precisamos saber é quem terá autoridade moral para sentar na cadeira, quem terá independência intelectual para ter metas para o Brasil se desenvolver no mesmo ritmo que hoje os empreendedores conseguem implantar nas suas áreas. É este o desafio do país. Tenho 40 anos de vida pública. Nunca pairou sobre Ronaldo Caiado qualquer dúvida sobre comportamento moral, ético e nunca me viram envolvido em negociatas ou qualquer tipo de patifaria”, disparou Caiado, mirando o “01” do aliado Jair Bolsonaro.

No Novo, Romeu Zema (Novo) tenta manter a relação com a cúpula do PL para estruturar os palanques estaduais. Mas, não tem poupado ataques a Flávio Bolsonaro, a quem já teria sido chamado para ser vice, vendo uma janela de oportunidades no envolvimento no caso Master.

Por outro lado, Zema tenta posar de “traído”, dizendo que o Novo não teria sido avisado e teria sido surpreendido com a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.

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por Redação revista forum






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