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O estopim do conflito foi a fala de Malafaia, que se disse indignado com a bandeira norte-americana estendida no ato patriótico. Para ele, a presença do símbolo estrangeiro foi um “absurdo” e chegou a afirmar que teve vontade de “arrancá-la” do local, deixando claro que não pretende tolerar tal gesto em futuras manifestações convocadas por setores bolsonaristas. Constantino, que vive nos EUA, não gostou da crítica e rebateu Malafaia, dando início à troca pública de farpas.
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A resposta do líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) veio carregada de indignação. Em vídeo e publicações nas redes sociais, Silas disse que Constantino omitiu o contexto central — o fato de o ato ocorrer no Dia da Independência do Brasil, ocasião que, segundo o pastor, deve exaltar a pátria brasileira, “não outra nação”. A reprimenda, porém, abriu espaço para muito mais do que uma divergência simbólica.
Em tom inflamado, Malafaia resgatou mágoas antigas e acusou o jornalista de falta de caráter e desonestidade profissional. Citou especialmente a eleição de 2024 para a Prefeitura de São Paulo, quando Constantino apoiou Pablo Marçal, desafeto declarado dele. O empresário da fé afirma que o então candidato o caluniou publicamente e que Constantino teria permitido os ataques sem oferecer direito de resposta. “Você não tem moral para me criticar… Seu jornalismo carece de verdade”, disparou.
O religioso ainda questionou a coragem do comentarista e sugeriu que Constantino se esconde atrás do conforto de morar no exterior, enquanto ele próprio enfrenta investigações no Brasil. “Pago um auto (sic) preço por minhas posições, não fujo e nem corro com medo. Mesmo Alexandre de Moraes fazendo covardia comigo, voltei para o Brasil”, afirmou, chamando o analista político de “medíocre” e “falastrão”.
A escalada de ofensas culminou em um desafio direto: Malafaia convidou Constantino para um debate público e disse que ajustaria sua agenda para o confronto. “Venha preparado, senão vai passar vergonha”, provocou.


Post de Malafaia na rede X
O episódio expõe um racha crescente entre influenciadores, pastores e figuras políticas da direita bolsonarista. O campo, antes mobilizado de maneira coesa contra adversários externos, agora revela disputas internas por protagonismo, narrativa e fidelidade ao bolsonarismo. A treta, amplamente repercutida nas redes sociais, também sinaliza um desgaste maior entre as lideranças conservadoras, num momento em que a própria base tenta reorganizar-se após sucessivas derrotas políticas e judiciais.
Enquanto Malafaia reforça sua posição como um dos porta-vozes mais barulhentos da militância religiosa pró-Bolsonaro, Constantino tenta se manter como referência intelectual e ideológica da direita liberal-conservadora. Mas o embate deixou claro que, por ora, a possibilidade de reconciliação é remota. E, no tabuleiro político da extrema-direita, a disputa por espaço continua cada vez mais aberta — e barulhenta.
por Redação 2JN – Revista Forum
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