

Eduardo Bolsonaro ameaça Dino e revela elo com assessor de Trump que cancelou reunião com Haddad
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Ao ser indagado por Bannon dos próximos passos da conspiração articulada nos EUA com assessores de Trump, Eduardo afirmou que Dino deve ser o próximo a ser sancionado.
“A imprensa brasileira está dizendo que os bancos não estão aplicando corretamente o Global Magnitsky Act, o que significa que Alexandre de Moraes é sancionado mas ainda mantém contas bancárias no Brasil. Então esta é a primeira pergunta que fizemos para o secretário Scott Bessent [secretário do Tesouro dos EUA] para informou ou fazer cumprir adequadamente a Lei Global Magnitsky contra Alexandre de Moraes”, disse Eduardo, revelando que se reuniu com Bessent, assessor de Trump que cancelou recentemente uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para tratar das sanções ao Brasil.
“E agora tenho outro juiz no Supremo Tribunal Federal apoiando Alexandre de Moraes e ele também pode ser sancionado”, emendou, mirando Dino. “A Lei Magnistsky diz que não importa quem trabalha em apoio ao sancionado, essa pessoa também será sancionada. Então, estamos aumentando a pressão para realizar com a carta de Trump a Lula, que no primeiro parágrafo fala sobre o ativismo judicial e a perseguição contra Jair Bolsonaro, meu pai, e minha família”.
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Em entrevista à Globonews no início de agosto, Haddad afirmou que teve uma reunião com o secretário do Tesouro dos EUA cancelada por ação de Eduardo.
“Eduardo publicamente deu uma entrevista [dizendo] que ia procurar inibir esse tipo de contato entre os dois governos. E, depois disso, aconteceu o episódio [do cancelamento da reunião]. Depois da entrevista dele, de que agiria contra os interesses do país, não há como não relacionar uma coisa à outra. Não há coincidência nesse tipo de coisa”.
Após a denúncia de Haddad, Eduardo chegou a alegar que não interferiu no cancelamento. Mas dias depois publicou uma foto ao lado de Bessent dizendo que se reuniu com o assessor de Trump no dia 13 de agosto, quando estava prevista a conversa com Haddad.
Doria entra na lista
Eduardo ainda compartilhou uma outra ameaça nas redes, feita pelo cúmplice Paulo Figueiredo, contra o ex-governador paulista e lobista do grupo Lide, João Doria Jr., que na última semana convidou os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, do STF, para um evento no Rio de Janeiro.
No seu discurso, o “terrivelmente evangélico” Mendonça, alçado à corte por Jair Bolsonaro, fez eco à narrativa de “ativismo judicial” para atacar o colega de corte.
Moraes, por sua vez, não deixou barato e, discursando mais tarde, destruiu os argumentos de Mendonça.
“Somente nas autocracias o autocrata pode querer exercer sua liberdade sem limites e não ser responsabilizado. E por que isso? Nessas autocracias, sob o falso lema de que deve haver compreensão de determinados setores, como imprensa e Judiciário, acabou-se com a liberdade de imprensa e foram afastados milhares de juízes, sob o falso argumento de que eles precisam se autoconter. Isso é coisa de autocrata. Isso é coisa de ditador”, afirmou Moraes, que foi apoiado por Dino.
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Neste domingo, na rede X, o neto do ditador João Baptista Figueiredo ameaçou Doria dizendo que “se o LIDE insiste em ter Moraes como palestrante em evento global, fiquem certos: vamos denunciar formalmente às autoridades americanas essas violações”.
Segundo Figueiredo, o grupo lobista de Doria mantém subsidiárias nos EUA e poderia ser punido pela lei estadunidense. “Sendo assim, não pode oferecer palco, serviços ou qualquer benefício a Alexandre de Moraes, já que ele está sob sanções da Global Magnitsky Act”.
por Redação Revista Forum
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