A aula inaugural da capacitação para afroempreendedores de Salvador inscritos no Programa Afroestima 2025 foi realizada na tarde desta terça-feira (19), no auditório Makota Valdina, na sede da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), no Comércio. Para a edição deste ano, a Prefeitura de Salvador conta novamente com a parceria institucional do British Council e a execução do Instituto IRIS na iniciativa que oferece cursos gratuitos nos segmentos de gastronomia, moda, bem-estar, artesanato, acessórios, arte e cultura. O ciclo de aulas, que começa nesta terça, segue até o dia 29 de outubro, no formato híbrido (presencial e online).
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Na solenidade, foi assinado o aditivo ao acordo de cooperação para que o Afroestima, iniciativa no âmbito do Programa Salvador Capital Afro, continue recebendo investimentos do British Council.
“É o movimento de uma cidade que se posiciona como uma uma cidade antirracista e com políticas públicas eficientes. Mas nenhum governo é capaz de resolver, sozinho, um problema histórico. A gente precisa, de fato, entender o nosso papel de fomento e de capacitação, mapear os nossos valores e construir essa rede, mostrando para o mundo nosso talento. Continuaremos trabalhando a fim de buscar investimentos e parcerias para levar os empreendedores a eventos e feiras, impulsionando a economia e promovendo a equidade racial”, ressaltou.
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Para a chefe do Gabinete Salvador Capital Afro, Ivete Sacramento, a iniciativa empodera empreendedores de Salvador, especialmente os 82% de negros, promovendo a autoestima e incentivando a monetização da mão de obra negra na cidade. “Queremos ouvir esses empreendedores e viabilizar uma verdadeira autoestima, fazer com que os nossos 82% de empreendedores negros da Bahia entendam que eles precisam caminhar para a monetização da mão-de- obra negra da cidade de Salvador”, ponderou.
Empoderamento e Impacto Social – Diretor de Artes Brasil no British Council, Rafael Ferraz apresentou dados que comprovam o impacto da política pública para a população afrodescendente de Salvador. Ferraz destacou os resultados dos ciclos anteriores, demonstrando a mudança na visão sobre empreendedorismo dos participantes, com 90% concordando que suas perspectivas foram alteradas pelo curso. A apresentação também apontou um exponencial desenvolvimento das habilidades empresariais dos participantes.
“Acho que essa sala cheia demonstra a relevância e a consistência do programa. Considero, também, importante a gente olhar esses números que materializam a efetividade dessa iniciativa. Esse monitoramento e essa avaliação mostram o que os afroempreendedores vão encontrar pela frente, e nos dão novos caminhos, para que essa capacitação seja cada vez mais eficaz”, argumentou Ferraz.
Aluna egressa do Afroestima, Aury Felix comercializa acessórios femininos em papel machê, tecido africano e folhas sagradas. Ela testemunhou sobre o impacto positivo da capitação.
“Eu estava em um processo de vendas baixas e não conseguia vender. Achava que não iria aprender mais. Não conseguia ganhar dinheiro. Depois do curso, tudo mudou. Os professores são maravilhosos e eu mudei a minha vida, de verdade, com o Afroestima. Eu aprendi a mexer, eu consegui postar meus vídeos, tirar minhas fotos, fazer minhas stories [para as redes sociais]. Tudo se transformou completamente porque eu consegui começar a ganhar dinheiro com o Instagram e ganho dinheiro com as minhas postagens”, comemorou.
Trilhas de aprendizagem – O programa está estruturado em duas Trilhas de Aprendizagem: a Trilha de Incubação, voltada para quem está começando e ainda não possui CNPJ, e a Trilha de Aceleração, direcionada a negócios que já atuam formalmente e buscam expansão. Cada trilha conta com módulos específicos e masterclasses voltadas a áreas estratégicas como finanças, marketing digital com uso de inteligência artificial, identidade de marca, exportação, acesso ao crédito, presença digital e liderança feminina.
Para as baianas de acarajé, o programa oferecerá um módulo exclusivo de amarração de turbantes, com foco na valorização simbólica e estética das tradições afro-brasileiras.
As atividades presenciais ocorrerão no Auditório Makota Valdina, no Comércio, dentro do Centro Histórico da cidade.
Implantado em 2021, o AfroEstima Salvador já qualificou mais de 1.700 afroempreendedores ao longo de cinco ciclos, promovendo o fortalecimento da economia criativa negra e a visibilidade de negócios periféricos. Também é responsável pela criação das Feiras AfroBiz Salvador, que conectam empreendedores ao grande público em eventos culturais e comerciais.
por Redação 2JN
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