Vitória é condenado a pagar quase R$ 5 milhões a Bruno Uvini

Rubro-Negro vai recorrer em instâncias superiores; zagueiro vence processo judicial por atraso no pagamento de salários
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Depois de Bruno Uvini entrar na Justiça contra o Vitória e ter concedida a rescisão indireta para poder jogar por outra equipe, o Rubro-Negro foi condenado a pagar quase R$ 5 milhões ao zagueiro por causa de atrasos de salários. A sentença foi expedida pelo juiz Alexei Malaquias de Almeida, da 15ª Vara do Trabalho de Salvador.

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Bruno Uvini durante treino do Vitória — Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

Advogado do defensor, Joao Henrique Chiminazzo detalhou que o valor já ultrapassa os R$ 5 milhões com atualização monetária, juros e multas.

– Como dissemos desde o início, o atraso ficou comprovado, e o clube foi condenado a pagar ao Bruno R$ 4,5 milhões, isso sem a atualização monetária, juros e multas. O valor já passa de cinco milhões de reais com facilidade – disse Chiminazzo.

Vitória vai recorrer
Horas depois de informar ao ge que não se pronunciaria sobre o assunto naquele momento, o Vitória garantiu que vai recorrer da decisão por entender que diversos pontos relevantes e controvertidos do processo não foram devidamente analisados.

O Rubro-Negro ressaltou que garantiu ao atleta condições adequadas para o exercício de suas atividades, além de ter buscado soluções alternativas para a continuidade do vínculo, incluindo propostas que valorizavam Bruno Uvini no mercado.

– A decisão não levou em consideração, por exemplo, a ausência de notificação prévia quanto a supostos atrasos e o princípio da boa-fé contratual, além de ignorar o requisito da imediatidade para o reconhecimento de eventual falta patronal, contrariando entendimentos pacificados nos tribunais – explicou o Vitória por meio do comunicado.

“O Esporte Clube Vitória confia que as instâncias superiores irão reavaliar os elementos do processo com a devida profundidade e técnica jurídica”.

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Rescisão concedida em junho
A Justiça havia concedido a rescisão indireta a Bruno Uvini com o Vitória em junho deste ano. Na decisão, o juiz Alexei Malaquias Almeida confirmou os sucessivos atrasos salarias e irregularidades no recolhimento do FGTS (último recolhimento foi feito em janeiro deste ano).

Na ocasião, o Rubro-Negro divulgou que seu Departamento Jurídico apresentou recurso contra a decisão liberatória e defesa para rebater as alegações do zagueiro. Vale lembrar que o defensor estava fora dos planos do clube desde janeiro.

Clube alegou abandono das atividades
Antes, o Vitória também havia informado que Bruno Uvini fazia treinamento especial porque a comissão técnica via necessidade do jogador estar em “melhores condições para seu aproveitamento”.

O clube também afirmou que o atleta “abandonou atividades indicadas” e que pretendia “desvencilhar-se das suas obrigações contratuais construindo uma narrativa que lhe permita alcançar objetivos óbvios”.

Na ocasião, o clube não deu detalhes sobre o atraso no pagamento dos salários. Já o advogado do defensor, João Chiminazzo, garantiu que a alegação do Vitória não tinha fundamento e que Bruno Uvini compareceu a todos os dias de trabalho no clube.





Bruno Uvini foi contratado em abril de 2024 para reforçar o Vitória no início do Brasileiro, mas, depois de receber algumas chances com o então técnico Léo Condé, perdeu espaço e só fez quatro partidas sob comando do técnico Thiago Carpini. No total, foram oito jogos, seis como titular. A última vez que ele entrou em campo pela equipe rubro-negra foi em julho do ano passado.

Confira nota oficial divulgada pelo Vitória
O Esporte Clube Vitória informa que teve ciência da decisão proferida nos autos da ação movida pelo atleta Bruno Uvini Bortolança, na qual se reconheceu a rescisão indireta do contrato de trabalho.

Respeitosamente, o Clube discorda do teor da decisão e informa que irá recorrer, por entender que diversos pontos relevantes e controvertidos do processo não foram devidamente analisados, o que compromete o alcance da verdade real e a aplicação correta do direito.

O Clube reforça que sempre garantiu ao atleta condições adequadas para o exercício de suas atividades, além de ter buscado soluções alternativas para a continuidade do vínculo, inclusive com propostas que visavam sua valorização no mercado.

A decisão não levou em consideração, por exemplo, a ausência de notificação prévia quanto a supostos atrasos e o princípio da boa-fé contratual, além de ignorar o requisito da imediatidade para o reconhecimento de eventual falta patronal, contrariando entendimentos pacificados nos tribunais.

O Esporte Clube Vitória reafirma seu compromisso com o cumprimento da legislação e dos contratos que celebra, e confia que as instâncias superiores irão reavaliar os elementos do processo com a devida profundidade e técnica jurídica.

Salvador/BA, 04 de agosto de 2025.

Esporte Clube Vitória






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por Redação 2JN

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