Marcos do Val é alvo de operação da Polícia Federal e ganha tornozeleira eletrônica

Senador capixaba foi recebido pela PF após voltar de viagem dos EUA
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O senador Marcos do Val (Podemos-ES) foi recebido pela Polícia Federal após voltar dos EUA nesta segunda-feira (4). O parlamentar, que viajou para os EUA no mês passado, é alvo de investigações por articulações golpistas e terá de utilizar tornozeleira eletrônica por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Do Val viajou para os EUA em 24 de julho com seu passaporte diplomático — seu documento regular está bloqueado por ordem do STF. Com as fugas dos deputados federais Carla Zambelli (PL-SP) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a corte decidiu impor medidas preventivas contra a fuga do senador capixaba.

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Em 25 de julho, o ministro Alexandre de Moraes ordenou o bloqueio das contas bancárias do senador.

O bolsonarista afirmou que não planejava escapar da Justiça brasileira.

“Não estou aqui fugindo, estou curtindo e dando atenção à minha filha no parque Universal Orlando. Alexandre de Moraes recebeu com 15 dias de antecedência informações de onde eu estaria, qual era o meu voo, o hotel que eu estou e até os ingressos que eu comprei”, declarou Marcos do Val por meio de vídeo.

A partir da chegada do bolsonarista ao Brasil, foram impostas novas medidas restritivas ao senador, como o uso da tornozeleira eletrônica.





Investigações contra Marcos do Val
O senador está sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por supostamente tentar invalidar o resultado das eleições presidenciais de 2022.

Em fevereiro daquele ano, ele admitiu ter participado de uma reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-deputado Daniel Silveira. Segundo ele, durante esse encontro, foi sugerido que gravasse uma conversa com o ministro Alexandre de Moraes com a intenção de levá-lo a fazer declarações comprometedoras sobre a condução do processo eleitoral.

Naquele período, Moraes presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto Bolsonaro propagava alegações sem provas sobre fraudes nas urnas.

Mais tarde, o senador alterou sua versão dos fatos e afirmou que Bolsonaro não teve envolvimento direto na proposta. Em julho, ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal por suspeita de ter vazado documentos sigilosos relacionados às investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro.

No ano de 2024, o ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de uma nova investigação contra o senador, após ele divulgar informações falsas e revelar a identidade de agentes da PF envolvidos em apurações no STF.






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por Redação 2JN

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